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Profissionais da Embrapa desenvolvem trabalhos baseados na agricultura de precisão

O Brasil vem aumentando a cada dia as potencialidades do setor agrícola, com aumento de produtividade e redução dos custos de produção. Esse aumento de produtividade está intimamente relacionado à adoção de novas tecnologias por parte dos produtores, especialmente para aqueles mais atentos as novidades oferecidas pelo mercado de máquinas e sensores voltados ao monitoramento das culturas. 

As técnicas de monitoramento e gerenciamento das culturas através de sensores fornecem informações sobre os fatores de produção que interagem na lavoura e como eles podem ser maximizados, através do estudo da variabilidade dos dados obtidos, sendo chamadas técnicas de agricultura de precisão (AP). Ou seja, a agricultura de precisão é uma prática agrícola na qual se utiliza tecnologia de informação baseada no princípio da variabilidade de solo, vegetação, clima, etc, considerando-se dados específicos obtidos em áreas georreferenciadas. 

Os resultados obtidos com a análise dos dados são usados no processo de automação agrícola, uma vez que as amostras são georreferenciadas, auxiliando o processo decisório na aplicação de fertilizantes, manejo de água ou mesmo o manejo de pragas, reduzindo não só os custos com insumos, mas também o impacto no meio ambiente.

Desde 2009 a Embrapa aprovou a criação da Rede de Agricultura de Precisão II, cujo projeto é liderado pelo pesquisador da Embrapa Instrumentação Agropecuária, São Carlos (SP), Ricardo Yassushi Inamasu. A Rede tem 214 membros de unidades da Empresa, além de parceiros de universidades, institutos de pesquisa e empresas.

A proposta da Rede é trabalhar para definir o manejo adequado da variabilidade espacial e temporal de produção de várias culturas; viabilizar o uso de sensores para intervenção no sistema de produção no decurso do ciclo das culturas; estabelecer um sistema de gerenciamento econômico e ambiental para o manejo localizado do conhecimento em agricultura de precisão e ampliar a transferência de tecnologias nessa área.

De acordo com o líder do projeto, a agricultura atual deve enfrentar o desafio de aumentar a produção em resposta à crescente demanda decorrente do aumento populacional, sem o aumento de áreas para produção agrícola. “Para isso, tecnologias ligadas ao sensoriamento remoto, a sistemas de informações geográficas (SIGs) e ao sistema de posicionamento por satélite (GPS) vêm propiciando o desenvolvimento da Agricultura de Precisão (AP), que permite o manejo específico das práticas agrícolas, maior eficiência de aplicação de insumos, diminuição dos custos de produção e redução dos impactos sobre o ambiente”.

Várias unidades da Embrapa estão trabalhando nesse projeto para estudar os efeitos da variabilidade em culturas como milho, soja, algodão, sorgo, trigo, arroz, eucalipto, laranja, pêssego, viticultura, pastagem e cana-de-açúcar. São quinze áreas experimentais envolvendo estados do nordeste, centro-oeste, sudeste e sul. Na Embrapa Algodão foi selecionada uma área experimental de 100 hectares no cerrado de Goiás, numa parceria com a SLC agrícola, onde foi instalado o experimento de primeiro ano em dezembro de 2010.

O coordenador do plano de ação dentro da Embrapa Algodão, Dr. José da Cunha Medeiros, trabalhará a variabilidade dos solos da área experimental. Nesse experimento foram realizadas medições com equipamentos disponibilizados para todas as unidades da Embrapa, como por exemplo, a confecção de mapas de condutividade elétrica do solo através do equipamento VERIS 3100 conectado a um subsolador e baseado no Sistema de Posicionamento Global (GPS), disponibilizado pela Embrapa Instrumentação Agropecuária.

De acordo com Ziany Neiva, responsável pela área de sensoriamento remoto da Embrapa Algodão, o importante é a avaliação conjunta dos diversos mapas obtidos, tanto de condutividade elétrica, como de espectrorradiometria, de maneira a fornecer uma avaliação mais completa sobre o estado geral da cultura. Para isso, foram efetuadas medições de espectrorradiometria de campo, para avaliação do vigor do algodoeiro nos vários pontos amostrados, além da comparação com dados obtidos através de imagens de satélite.

É importante destacar quão importante se tornam as parcerias firmadas durante esse projeto, pois todo o trabalho desenvolvido é de custo elevado e depende de grandes áreas experimentais.  A SLC Agrícola, como parceira da Embrapa Algodão, vem colaborando de forma fundamental para a obtenção dos resultados, sempre disponibilizando mão de obra e insumos, além de financiar análises laboratoriais e traslados dos pesquisadores à área experimental.

Ademais, a SLC adquiriu equipamentos, como o monitor de colheita para confecção do mapa de produtividade, especificamente para o experimento da Embrapa. A colheita do algodão, bem como a confecção do mapa de produtividade está marcada para a última semana do mês de julho.

A Embrapa Algodão espera continuar a contar com os parceiros até o final desse projeto, previsto para 2013 e assim poder aumentar as ações de transferência de tecnologia para o algodão no cerrado dentro da área de Agricultura de Precisão.


Colaboração – Ziany Neiva
Edna Santos – (MTB-CE 01700 JP)
Contatos: (83) 3182.4361
edna.santos@cnpa.embrapa.br
http://twitter.com/embrapa_algodao