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Criada em 1975, a Embrapa Algodão é uma das
Unidades
descentralizadas da Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária. Com sede em Campina Grande - PB, atua em todo
o país, na geração de tecnologias,
produtos e serviços para as culturas do algodão,
mamona, amendoim, gergelim e sisal.
Inicialmente,
suas atividades
contemplavam duas linhas de
atuação, sendo a primeira voltada para a cultura
do algodoeiro arbóreo - de grande expressão
socioeconômica na região Nordeste - e a segunda
dirigida para o algodoeiro herbáceo, com maior
ênfase na região Centro-Oeste.
Em
1985, a infestação
das lavouras de
algodão pelo bicudo levou a Unidade a buscar novas
alternativas de pesquisa, lançando cultivares de
algodão precoce e integrando as culturas de amendoim,
mamona, gergelim e sisal a seu portifólio de pesquisa. Foi o
ponto de partida para o desenvolvimento de sistemas de
produção e lançamento de duas
cultivares de amendoim, três de gergelim e duas de mamona.
Na
década de 90, a Embrapa
Algodão passou a
promover pesquisas para o desenvolvimento de cultivares de algodoeiro
adaptadas às condições do Cerrado
brasileiro - inicialmente no Mato Grosso, depois em Goiás e
na Bahia.
O
marco na consolidação
da cotonicultura no
Cerrado foi a obtenção e
distribuição da CNPA ITA 90, a partir de 1992.
Desde
então, foram
lançadas outras 14 cultivares de algodão para o
Cerrado brasileiro, que correspondem a aproximadamente metade da
área plantada no Brasil.
As
variedades de algodão
naturalmente colorido
começaram a ser lançadas em 2000. A primeira
cultivar foi a BRS 200 Marrom, seguida pela BRS Verde, BRS Safira e BRS
Rubi. Todas são indicadas para o Nordeste brasileiro, assim
como outras 11 cultivares brancas, lançadas a partir de 1978.
Hoje,
além de cultivares e
sistemas de
produção, a Embrapa Algodão desenvolve
pesquisas na área de controle biológico,
biotecnologia, mecanização agrícola,
qualidade de fibras e fios de algodão, tecnologia de
alimentos e produção de biodiesel de mamona,
prestando serviços de consultoria, assessoria, treinamento e
análises laboratoriais.
Para
execução de seus
projetos de pesquisa,
vários em parceria com instituições
nacionais e internacionais, a Embrapa Algodão conta com 55
pesquisadores, 136 funcionários de apoio e sete campos
experimentais: Patos (PB), Barbalha (CE), Missão Velha (CE),
Barreiras (BA), Irecê (BA), Primavera do Leste (MT) e Santa
Helena (GO), além de 35 pontos de pesquisa.
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