O plantio do algodão prossegue até dezembro, nas
regiões Centro-Oeste e Sudeste, e até janeiro, no
Nordeste, trazendo boas perspectivas de lucros para os produtores
nacionais. Segundo a Associação Brasileira dos
Produtores
de Algodão (Abrapa), já foi comercializado 1,1
milhão de toneladas de algodão em pluma da safra
2010/2011, de um total de 1,7 milhão de toneladas a serem
colhidas.
A safra deste ano ocupou uma área de aproximadamente 800 mil
hectares, segundo levantamento realizado pela Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab), mas a expectativa é que na safra
2010/2011 o Brasil salte para, no mínimo, 1,08
milhão de
hectares, podendo alcançar 1,14 milhão. Em Mato
Grosso,
maior produtor de algodão do País, a
área de
plantio deve dobrar na safra 2010/2011, passando de 355 mil hectares
para mais de 600 mil hectares, de acordo com dados do Instituto
Mato-Grossense de Economia Agropecuária.
Dez cultivares da Embrapa estão à
disposição dos produtores nacionais, sendo seis
de
algodão branco e quatro de algodão colorido,
todas
desenvolvidas pela Embrapa Algodão (Campina Grande
– PB) e
comercializadas pela rede de Escritórios de
Negócios,
licenciados e parceiros da Embrapa Transferência de
Tecnologia
(Brasília – DF).
Entre as variedades de algodão branco indicadas para o
Nordeste,
a BRS 187 apresenta alta produtividade e boa tolerância
à
seca, com rendimento médio de 2 mil kg/ha em sequeiro,
podendo
chegar ao dobro disso sob condições irrigadas.
Possui
ciclo médio (140 dias) e resistência à
virose,
tolerância a bacteriose e Stemphylium e sensibilidade
à
ramulária.
A BRS 201 apresenta ciclo de aproximadamente 130 a 150 dias, elevada
produtividade (cerca de 2.300 kg/ha em sequeiro e 4.600 kg/ha sob
irrigação), resistência a
doenças como
virose e bacteriose e tolerância a ramulose, alternaria e
ramulária. Adequada para colheita manual, a BRS 201
apresenta um
rendimento de fibra em torno de 38%.
Já BRS Aroeira é uma opção
para os pequenos
agricultores do Semiárido nordestino, devido ao seu alto
teor de
óleo. Ela apresenta uma produtividade de algodão
em
caroço em torno de 370 arrobas por hectare, rendimento de
fibras
de 37% a 38% e ciclo normal (160 a 170 dias). Sua grande vantagem
está na resistência múltipla a
doenças como
ramulose, viroses, mancha de stemphylium, além da
tolerância a bacteriose, manchas de ramulária,
alternária e ao complexo fusarium-nematoide.
Para as regiões de Cerrado – abrangendo os Estados
de Mato
Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,
Rondônia,
Maranhão e Piauí –, estão
disponíveis
as cultivares de algodão de fibra branca BRS 269 –
Buriti
e BRS 293. A BRS 269 – Buriti é uma
cultivar de
ciclo longo, com elevado vigor de crescimento, resistente às
principais doenças que ocorrem no Cerrado, com destaque para
sua
resistência à ramulariose. Sua produtividade
média
é próxima de 4,60 t/ha de algodão em
caroço, com percentagem de fibra entre 38,5 % a
40,5%. O
comportamento rústico, com tolerância a estresses
bióticos (doenças) e abióticos
(estresse
hídrico), e responsivo com a melhoria dos ambientes, confere
à BRS 269-Buriti ampla adaptabilidade.
Já a BRS 293 é uma cultivar de ciclo
médio,
médio vigor de crescimento e elevado potencial produtivo,
manifestado principalmente nos ambientes de maior altitude (acima de
700 m), com valores médios geralmente superiores a 2200 kg
de
pluma de pluma/ha, haja vista seu elevado teor de fibra, frequentemente
superiores a 42 %. Ambas as cultivares apresentam fibra de
comprimento médio (29 a 31 mm) com resistência de
fibra
superior a 29 gf/tex e micronaire entre 3,8 a 4,3.
Para o Cerrado dos Estados da Bahia, Distrito Federal,
Maranhão
e Piauí é indicada a cultivar de fibra branca BRS
286, de
ciclo precoce e baixo vigor de crescimento. Em
condições
do Estado da Bahia, onde a BRS 286 é uma excelente
opção para meio e fechamento de plantio, tem-se
rendimento médio superior a 4,5 t/ha em sequeiro, com
percentagem de fibra entre 39,5 e 41 %. A BRS 286 é
resistente a
viroses e bacteriose e fibra com comprimento entre 29 e 31 mm,
resistência de fibra superior a 28 gf/tex e micronaire entre
3,9
e 4,5.
Coloridos - Entre as variedades de algodão colorido
desenvolvidas pela Embrapa, quatro se destacam para a
produção na Região Nordeste: BRS Rubi,
BRS Safira,
BRS Verde e BRS Topázio. A principal vantagem dessas
cultivares
com relação às de algodão
branco é o
fato de serem mais valorizadas no mercado, além de reduzirem
os
custos da indústria e serem ecologicamente corretas, uma vez
que
dispensam as fases de preparo para tingimento, o que requer a
utilização de produtos químicos. Isso
reduz o
consumo de água e energia, bem como a quantidade de
efluentes a
serem tratados.
A BRS Rubi e a BRS Safira são bastante produtivas em
condições de sequeiro, alcançando um
rendimento
médio de 1,8 t/ha e 1,9 t/ha de algodão em
caroço
e, em regime irrigado, com rendimento médio superior a 3,5
t/ha
de algodão em caroço. Essas cultivares se
diferenciam das
demais de fibra marrom existentes no Brasil por apresentarem uma
tonalidade marrom escura ou marrom avermelhada, sendo as primeiras
cultivares no País com essa característica de cor
da
pluma. Já a BRS Topázio tem uma tonalidade de
marrom mais
claro, mas também apresenta alto rendimento. A cultivar BRS
Verde, por sua vez, tem potencial de rendimento de até 2.500
Kg/ha, em sequeiro, no Nordeste do Brasil, podendo ser cultivada
também em regime irrigado.
Mais
informações e aquisição de
sementes:
- Embrapa Transferência de Tecnologia – Sede
Parque Estação Biológica –
PqEb
Av. W3 Norte (final), Ed. Sede, Térreo
CEP – 70770-901 – Brasília, DF
Telefone: (61) 3448-4522; Fax: (61) 3448-4511
E-mail: sac.snt@embrapa.br
Site: www.embrapa.br/snt
Cultivares:
BRS 286 e BRS
Sucupira
Parceira: Fundação de Apoio a Pesquisa e
Desenvolvimento do Oeste Baiano
Rod. BR 020/242, S/Nº km 50,7 Zona Rural
47850-000 – Luís Eduardo Magalhães-BA
Telefone (77) 3628-4241
Licenciada:
SEMENTES CEOLIN
Rodovia RST-377 km 169
Tupancireta – RS
Telefones para Contato:
(55)3505-7213/ (55)3505-1520/ (55)9623-2981
Cultivares:
BRS 293 e BRS
Buriti
- Escritório de Negócios de Goiânia
Rodovia BR-153, Km 4, Zona Rural, Caixa Postal 714
CEP – 74001-970 – Goiânia, GO
Telefone: (62) 3202-6000; Fax: (62) 3202-6020
E-mail: engyn.snt@embrapa.br
Parceria: Fundação GO
Alameda Zeca Valeriano, 2932
75920-000-Santa Helena de Goiás-GO
Telefone: (64) 3641-1885
Licenciadas:
SIA SEMENTES
Rua Sebastião F. Souza, 1112 S Central
75920-000-Santa Helena de Goiás-GO
Telefone: (64) 3641-3637
Cultivares:
BRS 293 e BRS
269 Buriti
SEMENTES PRODUTIVA
BR 020 km 65 Cx.Postal 74
73801-970 - Formosa-GO
Telefone: (61) 3631-2992 - (61) 9943-1969
produtiva@sementesprodutiva.com.br
Cultivar: BRS
293 e BRS
Buriti
- Unidade de Produção de Rondonópolis
Rua Lauro Mello, nº 14, Bairro Parque Real
78740-240 – Rondonópolis-MT
Telefone: (66) 3422-9009
Parceira: SEMENTES CAMPO VERDE
Rua Lauro de Mello, 14 Bairro Parque Real
78740-240 - Rondonópolis-MT
Cultivares
Coloridas: BRS
Rubi; BRS Safira; BRS Topazio; BRS Verde;
Algodão
Branco:
BRS 187 (CNPA 8H); BRS Aroeira.
- Escritório de Negócios de Campina Grande
Rua Osvaldo Cruz 1143, Centenário
58428.095 Campina Grande, PB
Fone: 83. 3341.2314; 83.3182.4348
Eduardo Pinho Rodrigues – Mtb/GO: 1073
Embrapa Transferência de Tecnologia
E-mail: eduardo.rodrigues@embrapa.br
Fone: (61) 3448-1709