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Chefe-Geral da Embrapa Algodão participa de I Congresso Brasileiro de Palmeira de Babaçu no Maranhão

O Chefe-Geral da Embrapa Algodão, Dr. Napoleão Beltrão, esteve presente no I Congresso Brasileiro de Palmeira de Babaçu, que aconteceu de 25 a 29 de abril, no Centro de Convenções Governador Pedro Neiva Santana, em São Luiz, Maranhão. O evento teve como tema "Babaçu, Alimento e Energia para o Mundo" e promoveu uma ampla discussão sobre os diversos segmentos que envolve a cultura.

"Babaçu Aproveitamento Integral" foi a temática da paletra de abertura realizada no domingo, 25, proferida pelo Dr. Expedito José de Sá Parente, representando a empresa cearense Tecbio, (Tecnologias Bioenergéticas). Dando continuidade ao congresso, na sengunda-feira, 26, foram iniciados a sessão de pôster, as oficinas realizadas pelas quebradeiras de coco e a demonstração da máquina esmagadora de semente de babaçu, que aproveita integralmente o coco (epicarpo, mesocarpo, endocarpo e amêndoa) para utilização como insumo de diversos produtos industrializados. Somadas a paineis, palestras e mesas redondas, essas atividades resumem o que foi desenvolvido durante o evento.

Ainda na segunda-feira, Dr. Napoleão Beltrão, falou sobre a importância da Ecofisiologia e da produção de óleo em espécie da família Palmae e do Programa de Manejo Sustentável nas áreas de ocorrência de palmeira de babaçu. "A produção de óleo e sua qualidade intríceca, como a composição de ácidos graxos, dependem do genótipo e das variaçãos do meio ambiente, comprovando a importância dos estudos sobre a dispersão do babaçu no Brasil e seu ótimo ecológico", comentou Beltrão.

O encontro que reuniu pesquisadores, estudantes, técnicos, produtores, quebradeiras de coco, lideranças sindicais, empresários da indústria de babaçu, entre outros atores envolvidos com a cultura, teve como objetivo, discutir os rumos das pesquisas voltadas para o babaçu; incentivar o desenvolvimento sustentável do agronegócio e da indústria da cultura;  promover o intercâmbio técnico-científico-cultural entre profissionais que trabalham com o babaçu no Maranhão, Piauí, Tocantins, Mato Grosso e Goiás e, desta forma, contribuir para a expansão de toda a cadeia produtiva da cultura, gerando empregos e divisas para os Estados e gerar um plano de desenvolvimento da palmeira do babaçu, apresentados pelos governos dos Estados de forma a sincronizar as ações realizadas.

Foram discutidos e apresentados os rumos da pesquisa agronômica, tecnologia industrial e os aspectos social, econômico e ambiental, a fim de incentivar o desenvolvimento sustentável do agronegócio e da indústria do babaçu. A importância da integração das cadeias produtivas e o papel da pesquisa e desenvolvimento no contexto da inovação tecnológica e estímulo à transferência de tecnologias para o produtor rural também foram mensionados.

Coordenado pelo Dr. Hamilton Almeida, professor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), o evento foi realizado pela instituição de ensino, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Rede Maranhense de Biocombustível (REMABIO). O congresso ainda contou com o apoio da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED), Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (ASSEMA), Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (AGERP), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Banco da Amazonia, Embrapa Agroenergia, Embrapa Meio-Norte, Empresa Júnior de Agronomia (EJAGRO), Fundação de Amparo a Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto de Agronegócios do Maranhão (INAGRO), Instituto de Colonização e Terra Maranhão (ITERMA), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério de Agricultura, Pesca e Abastecimento (MAPA), Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Oleaginosas Maranhenses S.A (OLEAMA), Petrobras, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (SEMA), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Secretaria Estadual do Desenvolvimento Agrário (SEDAGRO), Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (SEMAPA), Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (SINC), Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECTEC), Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca (SAGRIMA), Programa Municipal de São Luis de Biodiesel (SÃOLUISBIO), Umeå Biotech Industry Organisation (UMEABIO) e Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

O evento foi encerrado com um "Workshop de PD & I em Palmeira de Babaçu" para definição de um Plano de Pesquisa e Desenvolvimento - aos Governos do Maranhão, Piauí, Tocantins, Mato Grosso, Pará, envolvendo tecnologia agronômica, tecnologia industrial e os aspectos sócio-econômico e ambiental da palmeira de babaçu.

Programa Bicombustível do Estado do Maranhão

Uma das ações discutida no congresso foi a implantação do Programa Bicombustível do Estado do Maranhão que será implantado pela UEMA, junto a várias Secretarias de Estado. O objetivo é criar fontes alternativas de energia, incluindo o uso do babaçu, um recurso natural equivalente a 10 milhões de hectares no Maranhão.

As diversidades sociais, econômicas e ambientais do Estado do Maranhão geram distintas motivações regionais para a produção e consumo de combustíveis da biomassa, especialmente quando se trata do biodiesel. Diante do problema energético que enfrenta o mundo, face aos altos preços dos combustíveis, principalmente do petróleo e do carvão mineral, o babaçu deixou de ser visto exclusivamente como produto para uso da amêndoa como fonte de óleo e torta, forma  de exploração artesanal, para ser entendido como uma importante fonte na produção de biocombustível.

Com uma produção anual de 8.360.183 toneladas de coco de babaçu no Maranhão, é possível produzir, além do biodiesel, produtos como metanol, carvão vegetal, grafite, alcatrão, combustível de fornos e caldeiras, rações, aglomerados para construção civil e para fabricação de móveis, entre outros.

Desse modo, espera-se que esse projeto seja uma alternativa viável e de importância para erradicação da miséria,  já que 300 mil famílias dependem diretamente da exploração extrativista da palmeira de babaçu no Maranhão, com a quebra manual do coco, produzindo 1 Kg por hora.


Colaboração: Napoleão Beltrão, Mayara Dantas (Estagiária – jornalismo) e Ramiro Manoel.
Contato: Área de Comunicação Empresarial e Negócios Tecnológicos – ACENT
Telefone: (83) 3182.4312 - E-mail: sac@cnpa.embrapa.br
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