A Embrapa Algodão, promove nesta terça-feira, dia
1°
de setembro, a partir das 9 horas, no auditório central da
unidade, debate com o tema “Nivelamento conceitual e
metodológico em Agroecologia”, com a
presença do
palestrante Paulo Petersen, da ONG AS-PTA.
Na Paraíba, o resgate da produção do
algodão se deu a partir da observação
e
experimentação de agricultores familiares
interessados em
reintroduzir a cultura nos sistemas produtivos. A partir de pesquisas
participativas e da iniciativa de organizações
não-governamentais, a exemplo da AS-PTA, Pólo da
Borborema e Arribaçã e
instituições de
pesquisa como a Embrapa Algodão, foi se estruturando uma
rede de
agricultores experimentadores do algodão
agroecológico,
na região da Borborema.
Foi essa iniciativa estimulou também a
criação da
Rede Paraíba de Algodão Agroecológico
que articula
as outras regiões do Estado. Como parte das
estratégias
da Rede, os agricultores têm se organizado para comercializar
o
algodão diretamente com as indústrias
têxteis que
tem como foco o trabalho com fibras orgânicas, conseguindo um
preço mais compensador e de maior reconhecimento ao trabalho
realizado.
“A reintrodução do algodão
agroecológico nos roçados da região do
Pólo
da Borborema tem sido uma das formas de fortalecer a
diversificação nos sistemas de
produção
familiar, possibilitando o aumento na renda e a garantia de colheita no
período seco. A época do plantio é
determinante
para que a cultura do algodão se
estabeleça”,
comenta Petersen.
Segundo a AS-PTA, o manejo dos roçados com o
algodão
agroecológico tem como base a diversidade de culturas, para
isso, é necessário que os agricultores adotem
práticas agroecológicas, como
conservação
do solo, o uso de adubação e de sementes
orgânicas,
aplicação de biofertilizantes enriquecidos e
caldas
naturais, manejo ecológico de insetos, preparo do solo com
tração animal, tratos culturais, capinas manuais
e
capinas com bois de cultivadores, e colheita 100 % manual. Esse sistema
de produção vem sendo aprimorado a cada ano,
possibilitando o aumento na produção do
algodão e
das outras culturas do consórcio.
Redação: Dalmo
Oliveira - Jornalista (MTb/PB N.º 0598)