Por Antônio Tavares, agrotécnico comunicador
rural,
radialista e jornalista
Com a palma forrageira atacada de forma
severa pela
cochonilha do carmim em toda a região do Cariri paraibano, o
sisal se apresenta como uma das boas alternativas para a
região
semi-árida em razão da resistência da
cultura e sua
ampla utilização para a economia da
região que vai
desde a fibra classificada em sisal de primeira, de segunda e extra; a
bucha que é usada na indústria a exemplo de
fábricas de gesso, fabricação de
cadeiras para
veículos; utilização da fibra na
fabricação de cordas e artesanatos
especializados; uso da
mucilagem agregada a outros tipos de rações da
própria região além de ser uma cultura
de
excelente poder regenerador de solos dentre outras qualidades que
têm chamado a atenção de agricultores e
extensionistas das regiões semi-áridas do Estado
da
Paraíba.
No dia 13 de dezembro a Embrapa
Algodão e o
escritório Embrapa Transferência de Tecnologias em
Campina
Grande, em parceria com entidades de agricultores do Cariri, realizaram
um dia-de-campo sobre a cultura, em evento que aconteceu no
Sítio Pio IX, município de Prata, na propriedade
do
agricultor e pecuarista Jone Pedro Salvador e evidenciou a
importância do sisal para a economia regional, levando em
consideração o que já foi no
século passado
e evidenciando o potencial da cultura para uma possível
retomada
já que atualmente a forma de
exploração e
agregação aponta para amplas utilidades.
Para o representante da Embrapa
Algodão,
unidade da região de Monteiro, Louriorlando Bidô
da Costa,
a cultura tem forte potencial para a retomada já que
até
poucas décadas já representou forte suporte na
geração de emprego e renda para as
famílias das
regiões secas do semi-árido brasileiro, falando
ainda
sobre os novos equipamentos que oferecem mais comodidades e menos
riscos aos trabalhadores na hora do desfibramento.
Os agricultores e pecuaristas do
município de
prata, Aldo Antônio da Silva, Francisco Ferreira de Lima e
José Carlos Galdino evidenciaram a importância da
cultura
e sobre o esforço que deve ser empreendido por todas as
entidades de agricultores criadores, governamentais e não
governamentais no sentido de fazer com que a cultura volte a fazer
parte da economia da região semi-árida
brasileira. Outro agricultor pecuarista
entrevistado foi o
proprietário da fazenda Pio IX, Jone Pedro Salvador que
disse
ter uma área de 05 hectares e que em razão da
utilidade e
viabilidade da cultura pretende plantar mais 04 hectares no decorrer do
ano de 2008.
Representando as entidades
não
governamentais, a reportagem entrevistou o assessor técnico
do
Projeto Dom Helder Camara, Fábio Sousa, que fala sobre o
papel
das entidades de agricultores e criadores de toda a região
em
fazer com que os empreendedores rurais possam experimentar as novas
tecnologias e, desta forma, desenvolver projetos de
produção de forma sustentável.
Outro entrevistado, o gerente de negócios da Embrapa
Transferência de Tecnologias, Heleno Alves de Freitas, falou
sobre o papel daquela unidade da Embrapa em fazer com que as
tecnologias cheguem a todas as entidades de extensão,
agricultores, criadores e empresas interessados no desenvolvimento da
região, argumentando que o governo federal tem feito
esforços no sentido de desenvolver atreves das unidades da
Embrapa espalhadas por todo o país, tecnologias apropriadas
à agricultura familiar do todo o Brasil, dando
condições para que as famílias de
agricultores
possam se manter no campo com qualidade de vida.