O II Congresso Brasileiro de Mamona foi aberto no dia 15 de agosto no
Centro de Convenções de Sergipe e recebeu mais de
875
pessoas no auditório Atalaia, onde aconteceu a solenidade de
abertura, que contou com a presença de autoridades da
agricultura brasileira. Fizeram-se presentes o Chefe geral da Embrapa
Algodão, Robério Ferreira dos Santos,
representando o
Presidente da Embrapa, Sílvio Crestana, o
Secretário
Adjunto da Agricultura, Roberto Fontes Góes, José
Carlos
Miragaya, Gerente de biocombustíveis da
Petrobrás, Manoel
Hora, Delegado Regional da Agricultura, Ednaldo Batista,
diretor-presidente da ADEMA, e o Presidente da Embrapa Tabuleiros
Costeiros, Edmar Ramos de Siqueira.
Após a abertura oficial do Congresso, foi servido um
cocktail
para os presentes, onde autoridades se reuniram para conhecer os stands
espalhados pelo Centro de Convenções. Segundo o
Chefe
Geral da Embrapa Algodão, "o 2º Congresso
Brasileiro da
Mamona serve para mostrarmos o que estamos fazendo com a mamona em
termos de pesquisa; é uma verdadeira vitrine, estamos
mostrando
nossos resultados, através das palestras, mini-cursos,
painéis, todo um aparato que serve para a difusão
da
nossa tecnologia, bem como para troca de experiência com as
demais empresas que atuam como o cultivo da mamona".
As atividades científicas do II Congresso Brasileiro de
Mamona
começaram as 8h da manhã desta quarta-feira, com
a
palestra do Professor indiano Hira Pathak,doutor e professor da Sardar
Krushinagar Dantiwada University, do Estado de Gujarat. O
professor falou sobre a Tecnologia de Produção de
Mamona
na Índia,expondo toda a cadeia produtiva e chamando a
atenção para a questão das sementes:
“estamos trabalhando para diminuir a casca e o peso
das
sementes para produzir um óleo de melhor
qualidade,utilizando
métodos convencionais e biotecnologia.”
Já com
relação a forma como a mamona é
cultivada aqui no
Brasil, Hira acha que: “estão fazendo um
bom
trabalho, mas os tipos de sementes plantadas pela
maioria
não são puras, a alternativa seria utilizar as
variedades
das sementes lançadas no mercado, para
não
comprometer toda a cadeia a longo prazo.Isso poderia ser
feito de
forma rápida e aumentaria a produtividade e o
desenvolvimento de
espécies híbridas,resistentes à pragas
e
doenças.
A palestra do indiano foi encerrada com uma rodada de perguntas mediada
pelo técnico Waltemilton Cartaxo,da Embrapa
Algodão.As 9h
no auditório Atalaia o Pesquisador da Embrapa
Algodão,
Dr.Napoleão Beltrão, considerado uma
das maiores
autoridades em mamona do país, falou sobre
“Tecnologia de
Produção da Mamona no Brasil”, o
pesquisador da
Embrapa enfatizou o incentivo que o governo precisa dar ao pequeno
agricultor e ainda chamou atenção para outras
fontes de
óleo para produção do biodiesel,como
foi o exemplo
do algodão,gergelim amendoim, entre outros.
As 10h foram iniciadas as apresentação dos
trabalhos
científicos, apresentados pelos pesquisadores:Liv
Soares,Napoleão Beltrão,Máira
Milanni,Tarcísio Gondim,José Américo
Bordini e
pelos estagiários:Amanda Lucena,Aline
Freire,Lígia
Sampaio,Fernanda Fernandes,Joabson Borges,Fabiana Xavier e Armindo
Bezerra.Todos os trabalhos tiveram um ótimo
público,
entre profissionais e estudantes,com espaço para
discussões e perguntas.Ao todo 35 pessoas da Embrapa
Algodão estão participando do II Congresso
Brasileiro de
Mamona, entre pesquisadores, técnicos, comissão
organizadora e pessoal de apoio.
Na parte da tarde foram ministrados mini-cursos.O primeiro com o
pesquisador da Embrapa Algodão Liv Soares que abordou o
tema:
“Sistema de Produção de
Mamona”, e outro
ministrado pelo professor da UFPB Dr. Antônio
Gouvêia
“Extração de Óleo e
Produção
de Biodiesel”, o último foi o de
“Fisiologia da
Mamoneira” com o pesquisador Napoleão
Beltrão.
Fechando a programação do primeiro dia de
Congresso,as
16h houve a apresentação do painel:Processos de
Produção Industrial de Biodiesel a partir da
Mamona,logo
em seguida o Biodiesel X
Ricinoquímica:Preço,Mercado e
Rumos da Indústria” e as 18h o
lançamento do Manual
do Cultivo da Mamona promovido pela EmpresaBrasileira de
Desenvolvimento Agrário-EBDA/Bahia.O Manual aborda de forma
simples as fases para produção da
mamona.
Redação:
Thâmara Valença (Estagiária)
Supervisão: Lúcia Oliveira - Jornalista
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