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Tratos Culturais


Adubação


A mamoneira é muito exigente em fertilidade do solo, tendo produtividade muito alta em solos alta fertilidade natural ou que receberam adubação em quantidade adequada. Deve-se sempre fazer a análise de solo e fornecer a quantidade de fertilizantes recomendada pelo laudo técnico. Mesmo sob intenso déficit hídrico a mamoneira é capaz de aproveitar a adubação, o que diminui o risco dessa prática, principalmente em zona semi-árida.

A adubação em excesso pode ser prejudicial à produtividade, principalmente nas cultivares de porte médio e crescimento indeterminado, pois pode provocar crescimento excessivo e queda na produtividade.

População de Plantas


A definição da população de plantas é um passo importante, pois não envolve custos significativos, mas tem grande efeito sobre a produtividade. A população é definida pelo espaçamento entre linhas e distância de plantas dentro da linha, também chamada de densidade.

Em cultivares de porte médio, a distância entre as plantas geralmente recomendada é de 1m, mas o espaçamento pode variar entre 2 e 4m entre linhas, dependendo da fertilidade do solo, quantidade de chuva esperada e intenção de consorciação com outras culturas.

Um dos principais fatores para essa definição é a quantidade de água, pois em locais muito secos deve-se permitir maior distância entre as plantas para diminuir a concorrência, enquanto em locais mais chuvosos ou sob irrigação o espaçamento pode ser mais estreito.

Em solos muito férteis ou que receberam adubação, as plantas tendem a crescer mais e nessa condição o espaçamento muito estreito pode provocar o estiolamento das plantas.

Para realização de cultivo consorciado, deve-se permitir espaçamento de pelo menos 3m entre linhas, para que haja espaço para crescimento da outra cultura, podendo ser de até 4m caso se deseje priorizar a produção da cultura consorciada.

No caso de plantio mecanizado, o espaçamento muitas vezes é definido pela regulagem das máquinas usadas para o plantio também de outras culturas ou em distância que permita o aproveitamento da colheitadora.


Figura 1 - População de Plantas
Foto: Arquivo Embrapa Algodão

Debaste


O desbaste ou raleio consiste na retirada das plantas em excesso em cada cova. Deve ser feito entre 10 e 20 dias após a emergência. Deve-se ter cuidado para não danificar o sistema radicular da planta que permanecerá em campo, o qual é superficial e frágil. O ideal é cortar a planta a ser eliminada abaixo das folhas cotiledonares, Caso se opte pelo arranquio, deve-se evitar puxar as plantas para cima, procurando-se puxar para o lado.

Nunca se deve deixar mais de uma planta na mesma cova, pois as duas competiriam por espaço, água e nutrientes, resultando em produção menor que a de uma planta sozinha.

No caso de plantio mecanizado não se faz desbaste, devendo-se obter a população de plantas desejada apenas pelo ajuste da quantidade de sementes por metro linear, considerando-se o percentual de germinação da semente.

Cultivo Consorciado


O plantio de mamona pode ser feito em consórcio com outras culturas, principalmente as alimentares. O consórcio mais comum é com o feijão que é uma planta de ciclo rápido e que concorre pouco com a mamoneira. O amendoim também é um consórcio muito promissor, pois contribui com o enriquecimento do solo com nitrogênio e concorre pouco com a mamoneira.

Alguns cuidados são importantes ao fazer o cultivo consorciado:

 o plantio da cultura consorciada deve ser feito pelo menos 15 dias depois da mamona, pois a germinação e o crescimento inicial da mamoneira são muito lentos e se forem plantados juntos ela pode ficar muito prejudicada;

deve-se deixar pelo menos 1m de distância entre a linha da mamona e da cultura consorciada para evitar sombreamento e concorrência excessiva;

deve-se evitar o consórcio com culturas que cresçam mais que a mamona, como o milho ou gergelim, pois o sombreamento dessas plantas pode prejudicar muito a produção da mamona. Deve-se dar preferência a culturas rasteiras ou de porte baixo como feijão e amendoim;

o feijão deve ter porte ereto, evitando-se aqueles com característica de trepadeira, o qual poderia subir pelo tronco da mamoneira e prejudicar sua produção;

a cultura consorciada deve ter o ciclo o mais curto possível para diminuir a competição com a mamona.


Figura 2 - Cultivo Consorciado
Foto: Arquivo Embrapa Algodão

Poda


A poda é uma prática muito utilizada no Brasil que tem o objetivo de evitar o plantio da lavoura todo ano. Deve ser feita ao final da colheita. Recomenda-se que a lavoura seja podada no máximo uma vez para evitar aumento da ocorrência de pragas e doenças.

Não se recomenda a realização da poda em locais favoráveis à ocorrência da prodridão-dos-ramos (solos pouco férteis, temperaturas altas e clima muito seco), pois grande parte das plantas pode morrer dessa doença durante o período seco, ocasionando baixo estande e produtividade insatisfatória.

Cultivares de porte baixo ou anãs e híbridos não são apropriadas para cultivo com poda.


Figura 3 - Poda da Mamona
Foto: Arquivo Embrapa Algodão